Se hoje é dia de fazer declarações sobre o fado pois cá vai a minha.

Cresci com os discos de Fado a invadirem-me as manhãs de Sábado, numa das poucas imposições da minha mãe e claro que não gostava nada daquele vendaval a arrancar-me da cama ou a atrapalhar-me a bonecada.

Uns anos depois dei por mim a querer saber quem tinha sido o Alfredo Marceneiro, a procurar as casas de fado, a descobrir que a melhor nem o era e pertencia a um brasileiro em Alfama, a apaixonar-me pelo fado vadio no Porto, a constatar que o de Coimbra em geral não me interessa, que ouvir a Amália a cantar o Barco Negro é, é, é, é algo que não sei descrever. Naturalmente quis juntar a isso tudo algum conhecimento de causa e fui procurar saber de onde vinha esse talvez lead português. Descobri as origens populares e a manipulação populista.

Para os que hoje descobriram o fado desejo uma viagem completa e cheia de emoções. Só porque é património não têm de se ficar pelos postais e fotos de circunstância, podem entrar e pedir para visitar a cave. Recomendo que incluam na pesquisa o nome de António Ferro que a história não é bonita nem feia é o que é.

 

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