Se não há revolta é porque os papás estão a aguentar

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A entrevista de Carlos Vaz Marques, a Manuel Villaverde Cabral, que só agora leio de fio a pavio, é uma conversa lúcida como poucas. Atira-se directo ao coração de um país que acredita em contos de fadas porque é mais fácil isso do que a vida. Temo ainda concordar com a reflexão de MVC sobre a desproporção entre produtores e consumidores de arte entre nós. Podem encontrar esta entrevista na LER de Janeiro - http://ler.blogs.sapo.pt/737866.html. Duplo aplauso para o CVM pelo segundo momento "é isso mesmo" do meu dia. O primeiro foi o seu brilhante "Governo Sombra", na TSF.

Quero votar em quem manda.

 Hoje na capa do Diário Económico o candidato presidencial Cavaco Silva é citado a pedir a vitória à primeira volta porque, alegadamente, é o melhor para os juros da dívida soberana. Ora, isto é uma ofensa grave à democracia. O que me estão a dizer é que devo orientar o meu voto numa determinada direcção ou o meu bem-estar vai ser afectado e não como resultado de um determinado projecto político. Se fosse em África era uma ditadura e só falaríamos com esse senhor se o seu país tivesse alguma matéria prima economicamente interessante.

 Seja o que for, pelo que for, quando for, nada ou ninguém podem estar acima do Estado e das escolhas que em sede de eleições os cidadãos fizeram para esse mesmo estado. Nada. Isto é a definição de democracia, latus sensus. 

 Não escrevi este post para participar na discussão do último dia de campanha, estou muito longe disso. Mantenho-me aliás à distância indispensável para exercer o meu direito de voto e chega. Mas, porque como diz Julio Anguita no vídeo que se segue às minhas palavras, a posição relativa onde estamos a colocar os "bancos", o "mercado" e a "economia", não só não correspondem à definição material de nenhuma destas instituições como são um golpe fundo na democracia.

 

 

No Porto para discutir o momento presente do mercado editorial

A ADDICT dedica o seu próximo Clube ADDICT à discussão "Novos formatos de distribuição para uma maior competitividade global: Sinergias para fazer face ao desafio digital no sector editorial" e conta com a Bubok como parceira na organização do evento.

A tarde começa com um debate entre alguns representantes do sector, onde terei a companhia de Ricardo Pinto (Expresso), Paulo Pereira (Universidade de Coimbra), Paulo Ferreira (Booktaylors), Amilcar Correia (Publico). E, inclui ainda algumas oportunidades de networking com eventos como o "Speed Presenting". 

O dia inclui ainda, e, logo pela manhã o lançamento de "Portugal Criativo @Porto 2010" no Palácio das Artes. O primeiro livro a ter edição impressa no projecto de Edição para as Indústrias Criativas, addict.bubok.pt.


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Indústrias Criativas ganham editora online numa parceria entre a Bubok e a ADDICT

Quando me apresentaram a ADDICT disseram-me que era um “facilitador para as indústrias criativas”. Pensei e ainda penso que a mesma frase poderia descrever a Bubok e a sua missão de transformar os sonhos em livros. Com este novo projecto editorial estamos mais próximos que nunca e isso trará de certeza muitos benefícios aos que querem publicar, ler ou estudar as Indústrias Criativas.

Agora com o projecto online espero ver parecer muitas e boas publicações em português sobre o assunto. Aliás, se alguém tiver algum estudo ou tese sobre Indústrias Criativas, ou até mesmo a tradução legitima de um estudo importante, envie-me um email que eu trato de fazer chegar a proposta a quem de direito.

Um dos livros já publicados é o estudo encomendado aos escritórios de Augusto Mateus e que eu tinha citado num post anterior aqui

 

A editora está aqui http://addict.bubok.pt , aproveitem para descarregar os livros gratuitos.

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